Coragem para Mudar o Brasil

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Roberto Amaral responde críticas de Ciro Gomes


O vice-presidente Nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Roberto Amaral, respondeu por meio de nota ao Portal Brasil 247, as declarações do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes. Leia, abaixo, a íntegra da nota.

Caro Paulo Emílio,

Li no seu blog resumo de declaração que o ex-governador Ciro Gomes teria dado à Rádio Verdes Mares, de Fortaleza. Se verdadeira a versão, há que aplaudir as opiniões formuladas sobre Aécio e Marina (declarações que  subscrevo) e lamentar profundamente a opinião desinformada sobre a visão de Eduardo Campos, seja sobre a crise econômica, que tanto tem denunciado, seja relativamente à sua visão de Brasil, que não é só dele, mas do Partido. Insisto neste ponto.

Além de conhecer nossa realidade e formular suas análises, Eduardo Campos sintetiza o pensamento acumulado pelo PSB, que, desde 1985, data de sua reorganização, vem estudando o país e formulando programas de governo. Pelo menos teoricamente, Ciro Gomes conhece os documentos de seu Partido. Ciro é quadro destacado do PSB e nosso colega como dirigente nacional.

A próxima reunião da Executiva Nacional parece ser o melhor espaço para nossa discussão. Relativamente à definição da posição partidária com relação às eleições de 2014, insistimos na posição partidária: a antecipação do pleito, quando estamos a pouco mais de dois anos do mandato da presidente Dilma, e quando vivemos crise econômica gravíssima, é uma atitude antirepublicana, e que não atende aos interesses do país. Aliás, interessa, sim, a uma oposição atrasada, desqualificada e sem rumo e a um candidato que precisa de ghost writer para escrever seus discursos, lidos em estilo o claudicante. Não importa que Lula tenha lançado a candidatura de Dilma à reeleição. Ele deve ter lá seus motivos, mas errou.

O nome de Eduardo Campos está nas folhas, nos meios de comunicação em geral, circula no meio político e ganha espaço na vida política brasileira e conquista a militância. Mas nada foi decidido pelo partido, seja quanto à conveniência de ter candidatura própria à presidência, seja qual o nome de seus quadros que merecerá esta escolha. Até lá, dentro do partido a discussão está aberta e todos os juízos são pertinentes, inclusive o que expressa Ciro Gomes. Mas chegará o momento em que o Partido se definirá. Para este efeito, a próxima reunião da Comissão Executiva, que não poderá fugir desta temática, deverá convocar uma reunião do Diretório Nacional para definir nosso rumo. Esta reunião deverá ser precedida de uma ampla consulta entre nossos militantes e a sociedade. O Partido, como sempre, marchará unido em torno da posição, qualquer que seja ela, definida por nossos órgãos dirigentes.

Roberto Amaral
Vice-presidente Nacional do PSB


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